
Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, quase o dobro do resultado negativo contabilizado no mesmo período de 2025, quando as perdas somaram R$ 1,7 bilhão. O balanço financeiro foi divulgado pela estatal, que segue em processo de reestruturação após encerrar 2025 com prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões.
Um dos principais fatores para o aumento do rombo foi o reconhecimento de uma provisão de R$ 1,06 bilhão referente a ações trabalhistas. O ajuste foi realizado após recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Além disso, a receita bruta da empresa caiu 2,2%, passando de R$ 4,13 bilhões para R$ 4,04 bilhões. O segmento de encomendas registrou retração de 5,5%, enquanto as postagens internacionais tiveram queda de 60,3%.
Apesar da redução nas receitas, os Correios conseguiram diminuir os custos operacionais em 7,6%, incluindo queda de 4,1% nas despesas com pessoal, resultado atribuído ao Programa de Demissão Voluntária (PDV).
As despesas financeiras, no entanto, aumentaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões. Também cresceram as indenizações pagas a clientes por atrasos nas entregas, que chegaram a R$ 30,5 milhões em março deste ano.
Sob a presidência de Emmanoel Rondon, a estatal mantém um plano de reestruturação financeira e busca recuperar o equilíbrio das contas após anos consecutivos de prejuízo.